quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Guillerme de Sá!


1. Planejamento Urbano a Partir do envolvimento da população




Analise:
 
  As invasões e a grilagem de terras públicas são as grandes inimigas do planejamento urbano, e provocam um impacto negativo na qualidade dos serviços públicos e na vida da população. Planejar é absolutamente necessário para que a ocupação do território aconteça de forma controlada e homogenia, a partir de um programa de necessidades sociais, ambientais e estruturais da população.
   Cidades inteiras foram criadas por ação do governo local, mas concorreu para esta explosão populacional, também, o avanço das invasões e a ocupação ilegal de terras públicas, que geraram novos movimentos de pressão por regularização por parte do Estado. Em suas seis décadas de vida, Brasília teve o território ocupado – a chamada “mancha urbana” – aumentado em 15 vezes. Nenhuma outra cidade brasileira cresceu em ritmo igual. Apenas entre os anos 90 e 2000 o adensamento populacional duplicou. E com ele vieram as demandas sociais por serviços e infraestrutura.
  Eles sofrem com problemas do dia a dia, como congestionamento, falta de transporte publico acúmulo de lixo e outros. Estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas vivam em terrenos ilegais no DF, o equivalente a um terço da população. O que se deve, em grande parte, ao que as autoridades locais classificam como “cultura da invasão”. Embora combatida pelos órgãos públicos de fiscalização, esta cultura se alimenta principalmente da desinformação. E as maiores vítimas são os próprios moradores destas localidades.
 







http://topicos.estadao.com.br/planejamento-urbano

http://g1.globo.com/distrito-federal/especial-publicitario/terracap/noticia/2016/12/brasilia-defende-o-planejamento-urbano-partir-do-envolvimento-da-populacao.html



2. Urbanismo Estético - Viário



Analise:


A ênfase dada aos aspectos técnico-científicos e artísticos deve-se a abordagem estético-formal do Urbanismo como atividade humana que, a exemplo da Arquitetura e do Design, dita as formas e as composições estéticas do mundo concreto, quer na composição de uma cidade como um todo, quer apenas em sua “microarquitetura”.
Assim, este ensaio procura mostrar a origem da urbanização e os conceitos de urbanismo, incluindo também seus componentes, quais sejam, o traçado urbano, as áreas verdes, as fachadas arquitetônicas e o mobiliário urbano.
Todavia, procurou-se a não limitação apenas aos aspetos formais, buscando também, como referido no tema, enfocar a sua política e a sua proteção legal, onde a primeira diz respeito aos aspectos de planejamento urbano e a última ao repertório jurídico a ele relacionado, buscando também situar o Direito Urbanístico quanto aos seus conceitos, objetos e natureza.









3. Urbanização



Analise:

Crescimento das cidades, tanto em população quanto em extensão territorial. É o processo em que o espaço rural transforma-se em espaço urbano, com a consequente migração populacional do tipo campo-cidade que, quando ocorre de forma intensa e acelerada, é chamada de êxodo rural. Em termos de área territorial, no mundo atual, o espaço rural é bem mais amplo do que o espaço urbano. Isso ocorre porque o primeiro exige um maior espaço para as práticas nele desenvolvidas, como a agropecuária, o extrativismo mineral e vegetal, além da delimitação de áreas de preservação ambiental e florestas em geral.






4. Habitação de Interesse Social


Analise:


Um tipo de habitação destinada à população cujo nível de renda dificulta ou impede o acesso à moradia através dos mecanismos normais do mercado imobiliário. Empreendimentos habitacionais de interesse social são geralmente de iniciativa pública e têm, como objetivo, reduzir o défice da oferta de imóveis residenciais de baixo custo dotados de infraestrutura (redes de abastecimento d'água, esgotamento sanitário e energia elétrica) e acessibilidade. Alguns empreendimentos também visam à realocação de moradias irregulares ou construídas em áreas de risco. Programas de habitação social existem em vários países, desenvolvidos ou não, e os imóveis podem ser alugados ou comprados mediante financiamentos subsidiados pelo governo. Geralmente, são realizados em grandes conjuntos de prédios de apartamentos, casas ou lotes urbanizados.



5. Resíduo Sólido



Analise:

Resíduos sólidos constituem aquilo que genericamente se chama lixo: materiais sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela atividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados.  A geração de algum resíduo sólido que não fossem excretas corporais e restos de alimentos foi uma novidade que surgiu na nossa espécie com a sua sedentarização, que começou a praticar a agricultura e elaborar o seu sistema de comunicação simbólica sob a forma de linguagem, ao mesmo tempo em que criava ferramentas para ajudar o poder e espectro de força de seu corpo, algo que nunca existiu antes na vida do planeta nesse grau de complexidade. Surgiram necessidades que não existiam antes, necessidades decorrentes do modo de agrupamento dos seres humanos, com relações cada vez mais complexas. Demandas de moradia, de limpeza, de indumentária, de proteção e de recursos. A cada inovação, surgia algum tipo de resíduo sólido que nunca tinha sido gerado antes, e isso foi se tornando cada vez mais intenso, se distanciando cada vez mais de todas as outras espécies animais que normalmente apenas geram resíduos orgânicos putrescíveis. O ponto crítico veio com a revolução industrial, iniciada no séc. XVIII, na Inglaterra e espalhada para o mundo todo, deu a partida para que a curva de crescimento populacional tomasse a forma exponencial assim como a geração de resíduos. A manufatura perdeu o sentido de trabalho com as mãos. O que antes era feito com mãos utilizando ferramentas passou a ser feito com máquinas, e em massa, sem se aplicar o conceito de durabilidade máxima aos produtos. Contudo até nesse ponto, o pensamento humano em relação a durabilidade e obsolescência não havia chegado ao ponto que se encontra hoje. No Séc. XX, com o desenvolvimento da capacidade de uso não energético do petróleo, surgiram os polímeros sintéticos que inauguraram uma nova classe de resíduos sólidos, e mais do que isso, inauguraram uma mudança cultural profunda, que aceita a descartabilidade e não manutenção dos objetos, aumentando ainda mais a geração de resíduos sólidos.












6. Saneamento Básico



Analise:

Tudo que é relacionado ao abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades. É o conjunto de procedimentos adotados numa determinada região visando a proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes. Trata-se de uma especialidade estudada nos cursos superiores de engenharia sanitária, de engenharia ambiental, de saúde coletiva, de saúde ambiental, de tecnólogo em saneamento ambiental, de ciências biológicas, de tecnólogo em gestão ambiental e ciências ambientais. Trata-se de serviços que podem ser prestados por empresas públicas ou, em regime de concessão, por empresas privadas, sendo esses serviços considerados essenciais, tendo em vista a necessidade imperiosa destes por parte da população, além da sua importância para a saúde de toda a sociedade e para o meio ambiente. Entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar: tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e materiais (através da reciclagem). Com estas medidas de saneamento básico, é possível se garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças. Ao mesmo tempo, garante-se a preservação do meio ambiente.










7. Déficit Habitacional




Analise:

O déficit habitacional é um número que leva em conta o total de famílias em condições de moradia inadequadas. Em 2008, esse número era de 5,8 milhões, com 82% da população na faixa de renda de até três salários mínimos. São consideradas inadequadas aquelas construções que precisam ser inteiramente repostas, porque foram feitas com material precário, como as favelas; os casos em que mais de uma família mora na mesma casa, a coabitação; o adensamento excessivo, quando mais de três pessoas dividem o mesmo quarto; ou o ônus excessivo de aluguel, em que uma família compromete mais de 30% da renda com aluguel. A pessoa que mora em imóvel alugado não entra no déficit. Temos que considerar que muitos moram bem de aluguel e não querem mudar a situação porque estão bem organizados. Às vezes a pessoa até tem dinheiro para comprar um imóvel, mas prefere locar um. De 10 milhões a 12 milhões de famílias moram assim no país. É uma população que ou está em uma favela e vai ser atendida em programas de urbanização, ou são pessoas que moram em uma situação bem precária, como um assentamento informal. Se desse para fazer seis milhões de casas num passe de mágica, o problema do déficit estaria resolvido. Como isso não existe, o ideal é trabalhar com essas metas de 15 anos, para que no fim do período esse número caia.





http://www.fjp.mg.gov.br/index.php/produtos-e-servicos1/2742-deficit-habitacional-no-brasil-3

https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjtsOK6w5XUAhVEk5AKHXoiAT4QFghEMAQ&url=http%3A%2F%2Fwww.valor.com.br%2Fbrasil%2F4882412%2Fdeficit-habitacional-aumenta-com-recessao&usg=AFQjCNFbymnTBlXS9qilGbYFk-uo0w5KiA&sig2=wt2AiPns20wCREp60_7GfQ



8. Cidades Utópicas




Analise:

Utopia tem como significado mais comum a ideia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. A palavra foi cunhada a partir dos radicais gregos οὐ, “não” e τόπος, “lugar”, portanto, o “não-lugar” ou “lugar que não existe”. Utopia é um termo inventado por Thomas Morus que serviu de título a uma de suas obras escritas em latim por volta de 1516. Segundo a versão de vários historiadores, Morus se fascinou pelas narrações extraordinárias de Américo Vespucio sobre a recém avistada ilha de Fernando de Noronha, em 1503. Morus decidiu então escrever sobre um lugar novo e puro onde existiria uma sociedade perfeita. O “utopismo” consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo absurdamente otimista de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.


 



http://thecityfixbrasil.com/tag/cidades-utopicas/

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252004000200021

http://www.revistamorus.com.br/index.php/morus/article/viewFile/95/80



9. Regiões Metropolitanas



Analise:


Atualmente no Brasil há 70 regiões metropolitanas, distribuídas por todas as grandes regiões do país, e definidas por leis federais ou estaduais. A criação de uma região metropolitana não se presta a uma finalidade meramente estatística; o principal objetivo é a viabilização de sistemas de gestão de funções públicas de interesse comum dos municípios abrangidos. Todavia, no Brasil, as regiões metropolitanas não possuem personalidade jurídica própria, nem os cidadãos elegem representantes para a gestão metropolitana. Segundo dados do IBGE, as "11 redes metropolitanas de primeiro nível" são as seguintes: Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Também é acrescentada a RIDE de Brasília, como sendo a "12ª rede metropolitana de primeiro nível". A RIDE de Brasília é uma região metropolitana de abrangência interestadual. As regiões metropolitanas de primeiro nível são praticamente as mesmas de 40 anos atrás, excetuando-se Brasília e Manaus - que exercem influência sobre uma das maiores área percentuais: 19% da área do país, e de menor densidade: 2,2 hab./km², correspondendo a 1,9% da população do País e 1,7% do PIB nacional, no entanto, além destas concentrarem a maior parte da população e do PIB de suas redes urbanas (respectivamente 47,3% e 75,5%), mostrando uma grande disparidade no PIB per capita das cidades-polos em relação ao conjunto dos municípios das redes metropolitanas.











10. Vale do Aço





Analise:

A Região Metropolitana do Vale do Aço, mais conhecida por Vale do Aço, é uma região metropolitana brasileira no interior do estado de Minas Gerais, na Região Sudeste do país. Foi reconhecida pela lei complementar nº 51, de 30 de dezembro de 1998, sendo efetivada como região metropolitana em 12 de janeiro de 2006. É composta pelas cidades de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo e pelo colar metropolitano, que é constituído por outros 24 municípios.
A locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) pela região, entre 1911 e 1929, levou ao surgimento dos primeiros núcleos urbanos, mas foi a instalação da Belgo-Mineira em Coronel Fabriciano, em 1936, a responsável por acelerar o desenvolvimento populacional e proporcionar a construção de casas e estabelecimentos e abertura de ruas. A implantação da Acesita (atual Aperam South America, em Timóteo) e Usiminas (em Ipatinga), nas décadas de 1940 e 50, respectivamente, também trouxe infraestrutura básica e espaços de lazer à população e consolidou a integração das atuais cidades, cujos territórios encontravam-se subordinados a Coronel Fabriciano até 1964.
A região tornou-se conhecida internacionalmente em virtude das grandes empresas locais, a exemplo da Aperam South America, Cenibra (em Belo Oriente) e Usiminas, e apesar de seu povoamento recente, corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado. Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os quatro municípios principais reuniam, em 2015, um total de 485 584 habitantes. Atrativos como o Parque Estadual do Rio Doce, o Parque Ipanema e a Serra dos Cocais também se fazem presentes na RMVA, bem como o artesanato e os grupos de congado das comunidades rurais e os espaços culturais, a exemplo da Fundação Aperam-Acesita e o Centro Cultural Usiminas.




DEIZIMAR e ITAMAR

AULA 1
http://www.archdaily.com.br/br/785520/estatuto-da-cidade-quinze-anos-se-passaram-mas-o-brasil-urbano-continua-desigual-e-excludente-lessandro-lessa-rodrigues#_=_

O texto de Lessandro Lessa critica o atual estado das cidades, que ainda possuem muita das problemáticas que motivaram a criação do estatuto. Ele aponta as possíveis causas dessa estagnação e critica a atuação de partes que deveriam zelar por esse interesse comum.
  De fato, dizer hoje, que as muitas cidades que temos, flui de forma ordenada e justa para todos é um erro. A maioria não consegue conciliar desenvolvimento urbano e qualidade de vida de igual para todos. Vários são os motivos para essa parada no tempo, más gestões politicas, pouco interesse popular, entre outros. O estatuto é falho, porém funciona, temos exemplos de cidades como Curitiba que são modelos em urbanização.
  A citação do planejamento urbano pela constituição de 1988 e a criação do estatuto da cidade em 2001, são grandes vitórias para o desenvolvimento das cidades pensando nas pessoas. O estatuto é falho porem é uma ferramenta essencial para um planejamento urbano com qualidade de vida.






AULA 2

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/83510/195469.pdf?sequence=1






AULA 3

http://brasilescola.uol.com.br/brasil/tendencias-atuais-urbanizacao-no-brasil.htm



AULA 4

http://www.archdaily.com.br/br/805242/picnic-noturno-uma-experiencia-coletiva-de-apropriacao-dos-espacos-publicos-em-rosario



AULA 5
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2176.pdf




AULA 6

http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=93502&tit=Programa-vai-melhorar-condicoes-de-moradia-de-comunidades-carentes-




AULA 7
http://www.archdaily.com.br/br/785281/arquitetura-social-no-mexico-casa-coberta-comunidade-vivex





AULA 8

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/tudo-a-junto-e-misturadoa-nos-mesmos-problemas/362281



AULA  9

http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/plano-diretor-busca-a-cidadania-metropolitana-no-vale-do-aco




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Bárbara Sousa + Hugo D'eleon

Tema: Planejamento Urbano

A cidade de Maringá foi considera em 2015 destaque nacional por seu planejamento e organização, A revista Exame do mês de Agosto fez um reportagem sobre as cidades que investem em ganhos de inteligência no Brasil, e o de Maringá foi considera do melhor do País, com nota de 7,9  em um índice que vai de 0 a 8, superando até Curitiba.
Através do Portal GeoMaringa que é um sistema de geoprocessamento desenvolvido para disponibilizar dados com a espacialização geográfica para uso da população, outra vantagem é a racionalização do trabalho, pois os dados já integrados evitam a duplicidade de esforços, analises mais completas, possibilitando que o processo de tomada de decisão seja exato e em pouco tempo, grande vantagem para a administração municipal e para contribuintes. Ele também libera projetos em até 15 dias, enquanto nas outras cidades do país, o prazo é em torno de 180 dias, essa parte do programa se chama Agiliza Obras, que desburocratiza o processo de concessão de alvarás de construção.

Mas o Principal destaque vai para o trabalho da prefeitura em parceria com a sociedade, que tem oferecido uma melhor qualidade de vida para a população.

Fonte: Revista Exame - 08/2015

Barbara Sousa - A06154379

Hugo D'eleon - A06150354
06/03/17




FONTE : http://www.jornalopcao.com.br/reportagens/se-deus-esta-nos-detalhes-quando-se-trata-de-planejamento-urbano-e-preciso-enxergar-o-panteao-inteiro-87526/
TEMA: Planejamento Urbano





Analise:
A estrutura das grandes cidades é uma mistura entre planejamento e design. Muitas vezes existe um planejamento, as vezes ele é executado, porém não existem feedbacks do processo de mercado. Existe por partes dos seus criadores designers uma arrogância, pois tentam mudar a cidade para que caiba no seu planejamento, o que na verdade deveria ser ao contrário. Mostra clara, é o que vemos em Goiânia, quando teve seu plano diretor criado a 10 anos atrás e hoje vemos que não foi executado e será atualizado daqui alguns anos. Se um projeto que nunca foi executado, usado e visto em pratica seu funcionamento, como é possível fazer mudanças pensando no futuro? Urbanistas tem um papel fundamental no desenvolvimento das cidades, porem eles não estão exercendo, a maioria usa slogans como “cidade sustentável” ou “cidades habitáveis”, o que na verdade deveria ser ao contrário, usar indicadores que determinasse uma direção. O essencial seria primeiramente vontade política, verbalizada que garantisse a execução das propostas, em seguida seria desenvolver e monitorar ações relacionada diretamente com problemas transporte, ocupação desordenada, saneamento básico, ausência de locais público de lazer, poluição do ar, sonora e visual, qualidade de agua, etc. E por último a participação popular, um grande paradigma, mas que na medida que fosse adotado políticas educacionais para fortalecer a consciência de cada indivíduo, aumentaria significante a participação da população em diversas decisões e implantação de projetos e obras. Esse tipo de “estudo acionado” demonstraria como o planejamento pode realmente acontecer e influenciar no desenvolvimento social e econômico de cidade de Goiânia, pois analisaria a qualidade de vida atrelada a gestão de recursos naturais e ao planejamento, demonstrando o potencial da cidade.

Thalita Fonseca+Victor Hugo




TEMA UM: PLANEJAMENTO URBANO
               




TXT: O conceito de planejamento da urbe pode ser definido como um método de produção, estruturação e apropriação do espaço urbano em que os planejadores problematizam e buscam prever os prováveis resultados gerados por um plano de desenvolvimento urbano. Considerando que as cidades são produtos originados de um contexto histórico que está sempre em transformação – como se pode perceber na plataforma Cronologia do Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) –, não há mais como produzir um modelo ideal a ser replicado pelos urbanistas, o que leva inevitavelmente à busca por recursos que estabeleçam novos planos ao longo do tempo. "Modelos ideais" são conceitos retrógrados e um tanto quanto ocidentais, onde se prega a velha ideia de que existe, de fato, uma verdade absoluta, ou algo que funciona em todo e qualquer contexto, independente das variáveis. São precursores de macroproblemas que deste derivam. Desse modo, a cidade idealizada, ou a cidade ideal, deixa de ser o cerne para dar lugar ao planejamento de uma cidade real. Assim, a elaboração de diretrizes parte de uma cidade já consolidada em direção aos objetivos de melhoria desse mesmo município, visando, ao menos em tese, propôr melhorias com base no contexto do lugar.


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   TEMA DOIS:  ANTECEDENTES DO PLANEJ. URBANO

                                                          
                                                                          LINK:  http://www.cronologiadourbanismo.ufba.br/
               



TXT: A ideia de organização urbana se deu principalmente no pós-boom industrial, culminando em centros urbanos desordenados e abarrotados de pessoas, carros e poluição em seus vários estados. No período em que emergem as teses de urbanismos assépticos iniciam-se as cidades que não pertencem à seus usuários, e sim à uma imagética que quer apresentar algo que, de fato, não é. Um pouco mais plausível, a tese levantada pelos anti-urbanos prega a coexistência do rural com o urbano, dando à essa "cidade-jardim" uma sustentabilidade maior, que não esgote um em prol da prosperidade de outro, porém a aplicabilidade de tal tese é controversa, tendo em vista que, mesmo que diferente, os culturalistas idealizam uma cidade que não a real. Os higienistas do séc. XX, também amantes de uma cidade ideal, acreditavam que mudanças no desenho urbano solucionariam problemas existentes na vida da urbe obviamente, sua vertente de pensamento se mostrou ineficaz. O zoneamento ganha força como forma de organização, separando faixas territoriais de acordo com poder aquisitivo e oferta de serviços, por exemplo. A necessidade de posturas maduras dão abertura ao planejamento urbano, que então define uma análise sistêmica da cidade existente. O urbanismo enquanto desenho urbano dá lugar ao planejamento, sendo de médio, curto ou longo prazo, e levando em conta variáveis e mutações do tempo-espaço. O principal "passo adiante" do planejamento está no ato de integrar várias áreas de atuação ao seu trabalho, essa atitude dá características holísticas ao urbanismo, de forma que não deixe somente na mão do profissional de arquitetura o futuro das cidades.


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   TEMA TRÊS:  URBANIZAÇÃO BRASILEIRA E O EXÔDO RURAL

               



TXT: Em luz das recentes manchetes à cerca da operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal, elucida-se problemas existentes na cadeia de produção alimentícia nacional e sua respectiva exportação, se relacionando diretamente com o processo de êxodo rural. A industrialização massante da mão-de-obra que enfraquece a produção artesanal e/ou de pequeno porte a fim de eliminar possíveis concorrentes e abastecer os conglomerados de mega-empresários, talvez seja uma das principais causas desse processo, que anda de mãos-dadas com a política brasileira de agressão ao meio ambiente e o incentivo aos grandes ruralistas e indústrias presentes no território nacional. Um bom exemplo disso: dos últimos 20 políticos que presidiram o Senado, 8 são grandes ruralistas, como José Sarney e Renan Calheiros, donos de estados inteiros.


O que explicita esse estrangulamento do Estado aos pequenos produtores rurais se dá por meio dos problemas que enfrentam os produtores de queijo artesanal em Minas Gerais há décadas. Mesmo com seu produto-fim sendo reconhecido pelo IPHAN como patrimônio nacional, os "queijeiros" lutam por regras sanitárias condizentes com seu tamanho de negócio. Atualmente são exacerbadamente taxados por produção, vistorias de segurança, selos de qualidade e transporte do produto, existindo, na contramão disso, isenções dessas tarifações para grandes indústrias e ruralistas. Naturalmente, muitos pequenos produtores cedem à pressão do mercado e do Estado, sendo obrigados a cessarem suas atividades e venderem suas propriedades aos conglomerados alimentícios, ou seja: desmonte de produção e de cooperativas. O produto disso é o êxodo: os produtores muitas vezes migram para centros urbanos em busca de novos meios de geração de renda e existência, de tal forma que não se torna difícil de compreender o por que dos índices de violência estarem cada vez mais altos ou o por que da formação crescente de favelas e ocupações irregulares. O ato de migrar, para essas pessoas, é carregado da ausência de emprego, moradia e de perspectiva futura, tanto para si mesmos, quanto para seus filhos. Não é necessário descobrir o fogo para entender a desigualdade social, que galopa quase motorizada para o extermínio dos direitos humanos e da mínima igualdade social em prol do lucro e do mercado, muitas vezes disfarçada de "saídas para uma crise".

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   TEMA QUATRO:  OCUPAÇÕES IRREGULARES (CIDADE INFORMAL)

                                                          
                                                              LINK:  http://www.chaourbano.com.br/visualizarArtigo.php?id=99




            
TXT: A história da ocupação irregular no Brasil se confunde com a história do próprio país. Após o processo de colonização se estabelecer nas terras tupiniquins uma das primeiras preocupações foi ocupar com famílias portuguesas colonizadoras as abundantes terras "descobertas", forçando os povos nativos a serem agora classificados como moradores. Mais tarde, com a introdução da pecuária, uma quantidade ainda maior de terra foi necessária para produção, financiando ainda mais exploração de terras. As primeiras concessões de terra, também conhecida como Lei das Sesmarias, foi criada em 1375 em Portugal e tinha como objetivo normatizar a distribuição de terras portuguesas a fim de combater a crise agrícola no país. Foi também instaurado o sistema de distribuição de terras destinadas à produção rural. Essa enorme quantidade de terra foi, obviamente, concedida à homens colonizadores e suas famílias, todas de grande poderio econômico. Com isso, os imigrantes livres que aqui chegavam jamais teriam acesso à terras, já que todas já possuíam donos; tornando-se dependentes dos proprietários ou aventureiros que desbravavam novas terras. Uma espécie de neofeudalismo. 

O latifúndio cria um sistema de manutenção da terra nas mãos de poucos proprietários e consequentemente a garantia do poder. Por séculos permaneceu-se assim até que entre de 1920 e 1930 com a primeira tese de revolução agrária criada pelo Partido Comunista Brasileiro, o PCB, questionando a legitimidade desse processo. Isso porque é nessa data que ocorre a chamada revolução industrial brasileira, onde pequenos produtores rurais se veem forçados a migrar para a cidade em busca de melhores condições de emprego. As cidades que não haviam sido pensadas para receber tamanha quantidade de pessoas não conseguem comportar todos e o mercado imobiliário favorece as classes mais abastadas enquanto o trabalhador oriundo do meio rural se vê obrigado a ocupar as terras à margem da cidade formal. Ainda hoje a concentração de muitas terras na mão de poucos faz com que grande parte da população ocupe irregularmente, exercendo seu direito à moradia. A constante briga judicial por posse da terra faz com que constantemente famílias sejam despejadas e ocupem novas áreas, mantendo o sistema de ocupações irregulares, já que os programas de assistência à moradia não atendem à toda a demanda existente.


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TEMA CINCO:  DÉFICIT HABITACIONAL

                                                          
            




            
TXT: As políticas públicas entre os anos 60-90 se direcionaram especificamente à construção de conjuntos de e/ou unidades habitacionais no modelo SFH/BNH sem levar em conta a necessidade dos moradores a serem contemplados de infraestrutura urbana do entorno, oferta de serviços, transporte públicos, etc. Problema análogo ao do MCMV. Esse viés monofuncional beneficiou somente à grandes empreiteiras em prol do "milagre econômico", além de excluir grande parte da população brasileira, em geral de baixa renda, já que somente famílias com renda de 5 salários mínimos poderiam acessar os financiamentos habitacionais. 

Posteriormente, nos anos 2000, há a ascensão do Minha Casa, Minha Vida, em que um dos problemas notórios dos projetos se dão na qualidade dos mesmo, tanto em termos de dimensionamento adequado de ambientes, muitas vezes sem qualidade espacial alguma, quanto de localização, longe de centros urbanos, o que culmina em dificuldade de deslocamento e manutenção do emprego, por exemplo, quanto de conforto térmico, com espaços pouco ventilados e/ou iluminados, além da opção por materiais de qualidade e rendimento inferiores, o que deteriora a qualidade da edificação e/ou do conjunto como um todo, especialmente se levarmos em conta o fator tempo e uso.

Sob um olhar final é possível notar como ainda existem lacunas enormes na questão habitacional brasileira, como projetos/programas defasados, ausência de zelo pela infraestrutura urbana e atenção à questões de mobilidade. É mais do que evidente a relação de causa-efeito entre as constituintes da cidade, morar não é só morar, porém ir e vir, estar, lazer, trabalhar, e afins. Se faz necessário um viés mais holístico, para que ações públicas possam se completar, não atendendo de forma monofuncional e defasada à demandas existentes.


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TEMA SEIS:  CIDADE CAMINHÁVEL

                                                     
                                  LINK: http://www.archdaily.com.br/br/625380/o-que-torna-uma-cidade-caminhavel

            




            
TXT: A cidade não anda sendo feita pra quem a usa. Muitas vezes nos deparamos com barreiras de deslocamento bizarras, como aguardar duas horas por um ônibus. As vias desestruturadas para pedestres, a ausência de mobiliário urbano coeso, iluminação pública, acessibilidade, espaços públicos de qualidade, parques, etc, são exemplos corriqueiros de uma lógica urbana voltada ao transporte individual motorizado. Recentemente, numa escala global, as cidades vêm admitindo seu desenho e planejamento equivocado das últimas décadas, voltadas ao automóvel e à vida individual, que culminou em erros grosseiros que agrediram ferozmente a qualidade do conforto urbano e também o bem-estar social. Com a recente ascensão dos velhos conhecidos e eficientes modais ativos, como os pés, parte de nosso corpo que muitas vezes esquecemos de observar enquanto meio de transporte, como as bicicletas, que no presente ano completam 200 anos de existência, as intervenções urbanísticas têm se voltado à uma escala mais humana, levando em conta as necessidades dos reais usuários, muito em virtude dos novos pensamentos arquitetônicos menos excludentes ou que não visam somente cifras e lucros finais, culminando em cidades que respiram um pouco mais de vida. 

O adensamento comum de usos, com separações claras dos mesmos, definindo bairros inteiros como residenciais e/ou comerciais, culminam ou em bairros monótonos e vazios ou naqueles que só possuem vida ativa durante cerca de oito horas ao dia, ficando semi-inabitados no resto do dia, criando locais inseguros e/ou pouco convidativos. Esse mesmo adensamento cria barreiras na apropriação dos espaços, evitando, muitas vezes, relações de pertencimento com o espaço vivido, dificultando o deslocamento com quadras extensas e vazias de presença humana, desvalorizando o "viver a cidade" durante o ir-e-vir, parte tão presente do cotidiano das pessoas. O valor de uma cidade pensada na escala humana é imensurável, vai de aspectos funcionais à emocionais, sendo abrangente, e não excludente, com modais ativos e coletivos, ofertando de forma não adensada todos os serviços necessários à uma vida urbana, valorizando o deslocamento e o permanecer, contribuindo diretamente para aspectos urbanísticos, como conforto urbano e mobilidade, e para os aspectos psicogeográficos, fortalecendo a relação entre o usuário/transeunte e a cidade vivida. É preciso que nossa visão se torne menos turva para que possamos ver e viver a cidade.


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TEMA SETE:  AFFONSO EDUARDO REIDY E A ARQUITETURA PARA A CIDADE

                                                          
        




            

TXT: É notório a relação e zelo pela relação entre usuário-espaço por parte do arquiteto, generosamente fomentando a vida coletiva, única solução clara pra uma cidade justa. Sua relação óbvia com os movimentos de sua época e os que o antecederam se estabelecem com relações de influenciado/influenciador, mas talvez o ponto mais curioso da arquitetura de Reidy se dá em sua relação com o movimento contemporâneo, onde os arquitetos e urbanistas buscam soluções "alternativas" e coletivas para as cidades e moradias atuais, utilizando-se de conceitos tidos como "novíssimos" porém já praticados por profissionais como Reidy há décadas. O novo sempre vem, já dizia o velho Belchior, mas o que é velho pode nos ensinar a fazer o novo.

Uma boa comparação se dá no projeto dos Apartamentos Okurayama, projetado por Kazuyo Sejima, do SANAA, onde unidades habitacionais curvilíneas e fragmentadas se voltam para o interior, um átrio de uso público, e se mantém de "alma aberta" para a rua, um alelo interessante quando se observa preceitos similares em obras de autoria de Reidy, como seus conjuntos habitacionais que utilizam-se de mesma abertura à vida pública e coletiva, reforçando a necessidade de manutenção dessa via de mão-dupla da vida cotidiana, mesmo com diferenças temporais de mais de 50 anos. Affonso Eduardo Reidy influenciou diretamente arquitetos brasileiros de renome internacional, como Paulo Mendes da Rocha, e também reforçou o discurso do arquiteto enquanto agente transformador de realidades da cidade, através de projetos coesos imaginados na caixola de um arquiteto técnico-eficiente e menos artístico, entretanto sem abrir mão da relação romântica da arquitetura com a cidade, criação do homem em sua imagem e semelhança.

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TEMA OITO:  QUESTÃO METROPOLITANA BRASILEIRA



REFERÊNCIA: CÔRTE, Paulo de Tarso de O. A questão metropolitana: os novos tempos impõem novos desafios e exigem capacidades para os atores e a nova governança.
       




            

TXT: Para tratar da questão metropolitana brasileira atual é necessário entender onde e quando nasceram os primeiros conjuntos de problemas tipicamente urbanos. Pesquisadores tratam a época de 1940 à 1960 como o primeiro grande salto urbano acompanhado da grande transição rural-urbano do período. Costuma-se tratar as datas de 1940 à 1960 como o período de reversão da proporcionalidade entre população rural e urbana de um modo geral, porém essa transição ocorreu de maneira mais fragmentada se considerarmos as regiões do país. Os anos 40 e 50 foram responsáveis pela grande migração no Sudeste; na década de 1960 no Sul e Centro-Oeste; nos anos 80 no Nordeste e, finalmente, em 1990, na região Norte. Para Théry e Mello essa irregularidade migratória é fruto de um crescimento desigual no território. Passado o primeiro grande "boom" urbano inicia-se a época de "institucionalização" que vai do início dos anos 70 até a criação da constituição, em 1988. A principal característica da política metropolitana desse período foi a centralização das decisões e recursos no âmbito federal porém com a transferência da responsabilidade de controle de gestão das regiões metropolitanas aos estados. Com isso tínhamos governos estaduais com poder e controle porém sem recursos ou investimentos. O início dos anos 2000 foi marcado pela retomada das discussões metropolitanas e o desenvolvimento das cidades volta a ser pensado na escala regional. Com a criação do Estatuto da Cidade, do Ministério das Cidades e do Conselho das Cidades o movimento social em prol da melhoria urbana ganha novo fôlego e um conjunto de conferências são realizadas na escala municipal, metropolitana, estadual e nacional para se discutir novos parâmetros de crescimento e manutenção das cidades. Como um meio de direcionar o pensamento urbano para a escala regional, nesse período é que são implantadas novas gestões nas várias esferas governamentais com legislações voltadas para o planejamento urbano e flexibilização de parcerias voltadas à legislação urbanística, visando maior executabilidade das melhorias urbanas.


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TEMA NOVE:  CONURBAÇÃO
       




            

TXT: Para tratar da questão metropolitana brasileira atual é necessário também de seus processos de formação, o fenômeno de conurbação alinhado à movimentos pendulares populacionais e à periurbanização são os principais fatores de formação de nossas metrópoles e regiões metropolitanas, áreas que se tornam grandes centros urbanos com claríssimas disparidades paisagísticas e sociais. As áreas centrais, normalmente formadoras do grande núcleo, são focos de movimentos pendulares, como no caso de Coronel Fabriciano, que distribui trabalhadores em suas cidades vizinhas Ipatinga e Timóteo, formando picos de fluxos no começo da manhã e no fim da tarde. Além disso esses centros tendem a sofrer um processo de verticalização muito rápido, passando por cima das áreas periurbanas sujeitas à transformações em curto espaço de tempo, empurrando periferias para cada vez mais distantes dos centros de oferta de serviços dotados de infraestrutura menos deficiente. Esses processos juntos evidenciam as defasagens no processo de desenvolvimento da malha urbana, que no caso do Vale do Aço, apresentam grandes diferenças de qualidade do espaço urbano e sua respectiva infraestrutura, ainda existindo bairros nos quais se tem de caminhar quilômetros para usufruir do transporte público. Para uma visualização mental rápida é válida a comparação entre o Cariru, bairro residencial nobre de Ipatinga com oferta de equipamentos à um raio curto de distância e o bairro Macuco, em Timóteo, atualmente detentor de ocupações irregulares que lutam por seus direitos básicos à moradia e uma paisagem difusa entre o urbano e o rural. Os planos de desenvolvimento integrado emergem no início dos anos 2000, visando sanar os problemas das regiões metropolitanas com o máximo de eficácia possível, ainda assim se sujeitando à falhas e revisões frequentes, fato essencial para diretrizes de crescimento que tratam de uma lógica tão dinâmica quanto à da cidade.