domingo, 21 de fevereiro de 2016

Debora Castro e Jussiara


TEMA 1: PLANEJAMENTO URBANO


Planejamento urbano e mobilidade sustentável: uma questão de tempo?
Artigo originalmente escrito por Luiza Schmidt e publicado na página TheCityFix Brasil em novembro de 2015.

Resumo:  O artigo analisa a possibilidade de compatibilização de horários por parte das empresas públicas e privadas, aliado à melhoria da qualidade dos transportes coletivos como forma de facilitar o uso destes, melhorando as más condições de trânsito causadas pelo alto número de veículos particulares em circulação. O autor afirma que o planejamento urbano pode ser visto como uma questão não só espacial mas também temporal.

Analise: Ao propor a compatibilização de horários de trabalho e estudos como fator possibilitador do uso do transporte coletivo, o autor pressupõe que, tendo as pessoas mais tempo entre uma atividade e outra, optem pelo uso do transporte coletivo e não motorizados.  Isso contando que o sistema de transporte público seja de qualidade e acessível a todos.
No nosso ponto de vista, a colocação do autor é interessante. Porém, por questão de comodidade, costume, rapidez e praticidade, quem já faz uso de transporte particular não vai mudar sua opção para o transporte coletivo, a menos que a própria utilização desses transportes seja vista como algo que traz prejuízos. Exemplos: A falta de vagas de estacionamentos nas cidades, o alto preço do combustível, engarrafamentos constantes e prolongados, entre outros.

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Planejamento urbano sustentável: um caso de sucesso no Brasil
Artigo escrito por Tomé Ferreira

Resumo:  O artigo cita as estratégias utilizadas pela cidade de Curitiba para garantir o desenvolvimento econômico e sustentável mesmo com o rápido crescimento populacional, mostrando a importância de um bom planejamento para a garantia da qualidade de vida e dos espaços de uma cidade.

Analise: As propostas de planejamento da cidade estão fundamentadas em um entendimento da mesma, e de uma visão espacial que se estende para além do presente. Os envolvidos no planejamento não previam o quanto a cidade cresceria populacionalmente em tão pouco tempo, porém a analisaram como sendo mutável, e planejaram suas políticas tendo em vista essa mutabilidade. Entende-se que um bom planejamento também parte do entendimento do estatuto da cidade e da colocação de suas exigências em prática, articulando questões como espaços públicos, patrimônio histórico, transporte, meio ambiente e desenvolvimento econômico.



TEMA 2: ORGANIZAÇÃO SOCIAL DAS CIDADES


Link 1: http://autonomies.org/es/2015/05/gentrificacao-a-cidade-como-campo-de-apropriacao-deslocacao-e-segregacao/

Gentrificação: A cidade como campo de apropriação, deslocação e segregação
Por Julius Gavroche

Resumo:  O artigo trata das alterações nos estilos de vidas de pessoas prejudicadas pelos processos de gentrificação, que é visto como desrespeitoso e violento. O autor afirma que, a cidade não é feita. Ela se faz, através das relações sociais em que cada um exerce importante papel. Mostra a importância e dificuldade de respeitar valores éticos, em meio a um mundo capitalista e mercenário. E que a gentrificação é um processo desrespeitoso de transformação urbana, guiado por ambições econômicas.

Analise: O próprio artigo relaciona a gentrificação à haussmannisação, em que o embelezamento e a valorização da cidade expulsou boa parte da população pobre e trabalhadora da região. Um ponto fortemente negativo desde processo é que ele causa uma desorganização dos grupos já existentes da região em que ocorre. A população de baixa renda, prejudicada com a supervalorização das áreas acaba sendo obrigada a abandonar suas casas, indo em busca de um local onde seja possível sobreviver dentro de seus limites financeiros, muitas vezes tendo dificuldades de adaptação, uma vez que já estava acostumada com o modo de vida de onde veio. A arquitetura autêntica, fruto de uma típica apropriação do espaço, cede lugar a edifícios com pouco significado para o lugar onde estão inseridos. A região têm seu valor financeiro elevado e o social reduzido.
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A dinâmica das cidades

Resumo: O texto defende a necessidade de entender não só a história da cidade como também compreender suas dinâmicas. Cita também conceitos que devem fazer parte da cidade e dialogar com os cidadãos: habitação, emprego, educação, saúde, lazer, saneamento básico, meios de comunicação e assistência social.

Analise: As cidades são espaços que estão em constantes processos de mutação, que podem alterar sua organização espacial e social, dando origem a novas relações entre superfície e usuários. Muitas cidades não alcançam determinado padrão de qualidade de vida por abrir mão de um ou mais conceitos dentre os básicos citados pelo autor.



TEMA 3: URBANIZAÇÃO






Favela bairro

Resumo:  O favela bairro é um projeto que busca integrar a favela à cidade do Rio de Janeiro, propondo melhorias na infraestrutura, das próprias moradias, do sistema de saúde e de transporte e facilitando a coleta de análises que possibilitem diagnosticar problemas e propor soluções.

Analise: É mais benéfico melhorar o que já existe do que reproduzir conjuntos habitacionais que empacotam pessoas. O programa é um exemplo dessa estratégia. Melhorar a qualidade de vida, mantendo os moradores nos locais em que eles já estão acostumados, com o ritmo de vida em que estão acostumados é um exemplo de respeito e entendimento das particularidades de uma cidade, que não é composta apenas pelos grandes centros, mas também por suas periferias. Pesquisando mais, descobrimos que o programa valorizou as áreas com escalas pouco significativas de gentrificação. Descobrimos também que em 2007 investir nas construções paar os jogos pan americanos, passou a ser prioridade do governo e em 2008 o projeto teve seu fim, cedendo lugar par outro programas que contemplaram pouco as favelas.
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Link 2: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,projeto-da-unesp-ajuda-no-planejamento-de-pequenas-cidades,231881


Projeto da Unesp ajuda no planejamento de pequenas cidades
Por Mônica Aquino
Resumo:  A reportagem traz um projeto de doutorado criado como alternativa para cidades de pequeno e médio porte planejarem seu crescimento e solucionarem problemas no trânsito.

Analise: O mau desenvolvimento das cidades pode ser consequência de uma série de fatores. O que permite os deslocamentos dentro da cidade é, além do sistema viário, a qualidade dos transportes coletivos. Uma vez deixados de lado, é impossível garantir um bom desenvolvimento. O projeto entende a questão do transporte, não só em escala física mas como de planejamento, como base para uma boa urbanização, devendo ser tratado com atenção especial.



TEMA 4: OCUPAÇÃO IRREGULAR
 



Trabalhadores sem teto ocupam prédio abandonado no Horto Florestal, em Salvador

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

Resumo:  A reportagem retrata uma situação comum no país. A ocupação de edifícios abandonados por trabalhadores sem teto, e suas dificuldades em se apropriar do espaço.

Analise:  É garantido pelo estatuto da cidade a função social da propriedade urbana. O prédio em questão, abandonado há mais de 30 anos não estava cumprindo sua função social, enquanto dezenas de trabalhadores prejudicados pelo déficit habitacional tentavam se apropriar do espaço. Na reportagem a corporação é acionada segundo uma denúncia de “invasão” de um edifício abandonado. Porém o real significado da palavra invasão é “ato de ocupar pela força”. Como pode um prédio abandonado então, ser invadido? Percebe-se que existe ainda um preconceito em relação às apropriações dos espaços, que se dá muitas vezes pela falta de entendimento das funções dos elementos que compõem uma cidade.
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Famílias fazem ocupações em série em terrenos no extremo sul de São Paulo

por Rodrigo Gomes, da RBA 

Resumo:  Três grandes áreas no estado de São Paulo são ocupadas por centenas de moradores que reivindicam a função social da propriedade urbana. Duas são de propriedade particular e a outra tem projeto de um parque linear sem previsão de início de execução.

Analise:  Famílias resolvem por conta própria a questão da habitação. Segundo uma das ocupantes “se a escola não serve para ser escola, serve para morar”, essa é uma questão que pode gerar um grande discurso, pois  se o governo não esta se  preocupando em  manter os edifícios já existente com suas determinadas funções, então essas consequências eram de se esperar. Segundo a reportagem em uma das ocupações teve um posicionamento correto da secretaria de habitação, que inseriu as famílias em um programa de habitação social,



TEMA 5: HABITAÇÃO SOCIAL
 



Habitação social e vida urbana
Autor (es): Carlos Alberto Maciel
Originalmente publicado em: hoje em dia

Resumo:  O autor critica a reprodução dos modelos habitacionais sem analisar o entorno, as temporalidades, os usuários do espaço, ritmo de vida, e outras questões importantes para o bom planejamento de habitações sociais. Afirma também que é mais eficaz melhorar o que já existe do que reproduzir modelos padronizados que repetem os mesmos erros desde que foram criados.

Analise: A maior dificuldade que percebemos em conceber moradias sociais de qualidade é o próprio sistema capitalista, que se preocupa apenas em números, se preocupando pouco com a qualidade de vida e dos espaços. É um desafio para arquitetos e urbanistas abandonar os modelos existentes, por uma questão de comodidade: é fácil garantir um grande número de moradias com os modelos existentes. Porém, difícil sair desse modelo já consolidado e propor algo novo, que satisfaça as condições sociais e temporais, e ainda garanta o retorno que as construtoras tanto desejam.
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Link2: http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=1280%3Ahabita%C3%A7%C3%A3o-de-interesse-social-em-%C3%A1reas-nobres-de-sp-desafios-e-impasses&Itemid=164

Habitações de interesse social em SP: conflitos, desafios e impasses
Por Pedro Paulo Bastos

Resumo:  Com a preocupação em democratizar o acesso à cidade, o governo de SP têm investido na criação de ZEIS no centro da cidade. Por um lado, o projeto é visto como forma de amenizar a segregação territorial. Por outro, cria conflitos sociais e financeiros prejudicando principalmente a população de baixa renda.

Analise: Nesta problemática, várias questões causam conflitos de diversos tipos: A mistura de classes, é temida por parte dos mais ricos, pelo medo de desvalorização de uma área muito nobre em virtude de uma ZEIS. É temida também por parte dos mais pobres, pois os comércios locais atendem à população de alta renda, tendo os de baixa renda que se deslocarem para favelas em busca de mercadorias com preços mais baixos. É um caso merecedor de reflexões que busquem melhoras para que o projeto tenha eficácia. Como buscar atender as necessidades das populações de baixa renda, realização de assembleias públicas focando na participação dos moradores em debates que resultem em conclusões sobre o que pode ser melhorado e como alcançar essas melhorias.




TEMA 6: CIDADE JARDIM
 


Link 1: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.042/637

O conceito de cidades-jardins: uma adaptação para as cidades sustentáveis
Por Lizia Maria Souza de Andrade

Resumo: O artigo evidencia os causadores dos problemas sociais e econômicos dos séculos XIX e XX e como necessidade de uma restruturação urbana cita as proposta de  Ebenezer Howar através de seu desenho urbano . Faz uma análise desse modelo com a preocupação de uma possível melhora ao passar dos anos. O ator explica detalhadamente o processo dessa proposta e o planejamento das cidades jardins.

Analise: O modelo concebido por Ebenezer mostra as vantagens do campo eliminando as desvantagens da cidade, o “casamento” entre campo e cidade. Na época  foi uma boa estratégia para solucionar problemas que foram gerados no período pós industrial, com a migração das pessoas do campo para a cidade, o que trouxe uma integração dos mesmo , porem existe uma critica pelos modernista que hoje consideram o modelo ultrapassado e muitas vezes preferem a verticalização, mas Ebenezer foi um utopista do século XX e muito contribuiu com o problema da organização e traçado urbano.   
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Link 2: http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/curitiba-a-bela-cidade-jardim-%C3%A9-reconhecida-pela-ecologia-1.39945

Curitiba, a bela cidade jardim é reconhecida pela ecologia
Por Paulo Leonardo
Resumo: O modelo adotado para a urbanização de Curitiba foi o de cidade jardim, com grande enfoque no paisagismo e preservação ambiental. A cidade conta com espaços públicos de qualidade, belas áreas de lazer e uma ótima infraestrutura urbana, o que garante qualidade de vida à população. Muitos turistas aproveitam o tempo livre na cidade passeando nos parques e o próprio município investe na criação de roteiros de turismo.

Analise: A relação dos espaços públicos e seus usuários contribui para a criação de uma identidade ao lugar. Dessa forma o costume dos curitibanos com os parques ajuda a criar uma consciência de preservação do local e criação de relações afetivas. A cidade também é exemplo da importância em se destinar uma parte significativa de seus metros quadrados à áreas verdes, equilibrando áreas de respiro com áreas adensadas. Em uma era de cidades saturadas de edificações, muitas vezes escassas de paisagens naturais, as pessoas têm buscado mais contato com a natureza. Aliar ecologia ao planejamento urbano é benéfico não só para o meio ambiente como também para o desenvolvimento social e financeiro.



TEMA 7: POLÍTICAS HABITACIONAIS
 

Link1: http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=306%3Aminha-casa-minha-vida-pol%C3%ADtica-ou-mercado%3F&Itemid=165&lang=pt

Minha casa, minha vida: política ou mercado?

Resumo:  Análise dos pesquisadores da GT Moradia do resultado do MCMV e o papel desse programa para a politica habitacional brasileira. Esses pesquisadores analisam a qualidade dos conjuntos habitacionais de interesse social e identificam as potencialidades e fragilidades do programa Minha Casa Minha Vida nas regiões metropolitanas.

Analise: Diante dos programas de habitação de interesse social existem vários fatores que deveriam passar por uma melhor análise. Muitas vezes o governo quer ter status diante disso, fecham os olhos para as irregularidades e são seduzidos pela rápida inauguração das obras com o intuito de mostrar serviço e trazer grandes autoridades para o evento. O que deveriam fazer ao receber a verba para a execução dos projetos seria pensar primeiramente no futuro da sua comunidade, com um bom planejamento e  um bom uso dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade.
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Link2: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-05/e-preciso-melhorar-politica-habitacional-diz-mtst-em-ato-da-oposicao-no-rio

“É preciso melhorar política habitacional”, diz MTST em ato da oposição no Rio

Resumo:  A reportagem mostra um  protesto contra o presidente Michel Temer onde, o presidente do  Movimento do Trabalhadores sem Teto, critica a politica habitacional do país que está deixando a desejar. Ao final da reportagem também é citado uma posição do governo em estudar um programa de habitação social por meios de parceria público-privado.

Analise: Os programas de habitação social existentes precisam ser repensados uma vez que não estão atendendo o déficit de habitação do país. Como citado no link anterior são vários fatores a serem analisados diante desse processo de habitação. Pensar e planejar a vida da população carente é dever do governo . Quanto à posição tomada, pelo ministro das cidades, de um estudo para uma possível criação de um novo programa é de grande importância pensar nas fragilidades dos já existentes para que não repitam a mesma imprecisão.



TEMA 8: QUESTÃO METROPOLITANA


Link1: http://noticiasparana.com/pela-cidadania-metropolitana/

Pela cidadania metropolitana

Resumo: A notícia fala de um evento realizado em Curitiba para discutir o Estatuto da Metrópole, o movimento Curitiba Metrópole Integrada reuniu vários lideres políticos do estado.

Analise: O Estatuto da Metrópole é um grande promissor para a qualidade de vida nas metrópoles do país, suas regras são pensadas de forma coletiva e isso pode ser um ponto forte quando se trata de resolver problemas sociais e econômicos no meio urbano. Esse evento realizado pelo estado de Curitiba deveria ser espelho para outros estados, essa preocupação com a qualidade de vida das pessoas é bem interessante.
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Link2: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010288392001000100003

Metrópole e expansão urbana – a persistência de processos “insustentáveis”
MARTA DORA GROSTEIN 


Arquiteta e Urbanista, Professora de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP

Resumo:  A urbanização no Brasil evidencia através das metrópoles que o processo não foi bem sucedido e diante disso a população apresenta insustentabilidade e baixa qualidade de vida.


Analise: As metrópoles brasileiras parecem se dividir em duas, de um lado a cidade formal e do outro a informal. O apelo da autora do artigo é quanto a cidade formal ter o reconhecimento do poder publico e informal apresenta uma exclusão social. Mais tarde é apresentado um processo de transformação dessa cidade informal e ao longo dos anos o governo vem em busca de instrumentos que possam regularizar essas questões sociais e econômicas das metrópoles, mas isso não significa que é uma tarefa fácil de resolver.

Daniela e Maria Carolina

Semana 1
Tema: Planejamento Urbano

Fonte 1: Conferência internacional discute planejamento urbano no Recife
Resumo:

Recife foi sede de um evento com o objetivo de discutir os seguintes assuntos: Cultura, Tecnologias Abertas e Espaços Urbanos. Programação do Urban Thinkers Campus (UTC) Recife, conferência internacional que foi realizada nos dias 24 a 27 de novembro, 2015, no Bairro do Recife, área central da cidade. O evento teve como tema: “Cidades Inclusivas - jovens e tecnologias abertas no espaço urbano”, e atraiu pessoas de todos os estilos para poder discutir modelos sustentáveis de planejamento urbano. Os assuntos discutidos devem ser abordados na Nova Agenda Urbana, documento síntese da Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), agendada para este ano em Quito, no Equador.

Análise Crítica


O planejamento urbano requer um reflexo objetivo da situação em que se encontra a cidade, neste quesito não há pessoas mais qualificadas que os próprios moradores. É direito e dever da população poder interferir questionar, sugerir, e propor mudanças para a cidade. Entretanto são poucas as pessoas que participam, o fato de haver uma proposta como a citada, de reunir pessoas de diversos perfis acadêmicos em workshops e Urban Jams, em encontros para provocações urbanas com a presença de ativistas, comunicadores, gestores, hackers e artistas, comprova que a população necessita de agentes incentivadores para que tomem atitudes conforme seus direitos e deveres para com a cidade.
Fonte 2: Centro terá calçadas verdes com mais segurança para os pedestres
Resumo:

A cidade de Curitiba terá uma ampliação nas calçadas com pinturas feitas em tinta verde e balizadores presos ao piso, visando um maior conforto para os pedestres. O setor de planejamento urbano pretende fazer ampliações de forma rápida e econômica, sem necessidade de obras de grande porte, algumas receberam uma atenção especial no melhoramento da acessibilidade e nova sinalização vertical. Os pioneiros desse projeto estão na cidade de Nova York, e a cidade de Curitiba já recebe o apoio de cidades como Buenos Aires que realiza ações semelhantes buscando trazer a sustentabilidade. Futuramente o projeto terá ampliações como a instalação de floreiras e outros equipamentos em locais públicos, a cidade de Curitiba é a pioneira neste projeto no Brasil além de fazer parte do grupo de cidades C40 e tem como instituições ativas neste processo o Ippuc e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Análise Crítica

Um dos objetivos do Planejamento Urbano é propiciar aos habitantes melhor qualidade de vida, e é exatamente isso que é proposto quando vem sendo aplicadas as ‘calçadas verdes’, com a intenção de ampliar o espaço de circulação e propor uma melhoria das vias publicas. Esse novo uso vem se tornando um avanço para a questão da sustentabilidade além de ampliar a acessibilidade dos locais selecionados.  Tudo o que é planejado reflete em melhores resultados, consequentemente melhor qualidade de vida. Uma cidade que não foi planejada sofre consequências do processo de urbanização, principalmente do crescimento desordenado e vão surgindo problemas que comprometem a qualidade de vida, para isso as cidades podem passar por um processe de reestruturação, como ocorreu em Curitiba, cidade que não foi planejada, mas hoje se tornou referência mundial, sua reestruturação urbana envolveu aprimoramentos contínuos em todas as áreas, com destaque ao sistema de transporte público, hoje um tema que gera discussão e precisa de um destaque maior em todas as regiões do Brasil, as mudanças que são realizadas até hoje na capital paranaense se tornam referência. O planejamento de Curitiba não para só nas questões urbanas, mas prolongam às questões sociais, buscando realmente a melhor qualidade de vida para seus morados, é onde todas as cidades do país deveriam se, por isso é de suma importância a ordenação das cidades expressa no plano diretor, são exigências que devem ser seguidas e aprimoradas sempre. 


Semana 2
Tema: Urbanismo

Fonte 1: Urbanismo tático em San Diego: a transformação de um estacionamento em parque
Resumo
Em San Diego, nos Estados Unidos, foi feita uma intervenção em um estacionamento por uma construtora, visando o bem da comunidade.  Através do  urbanismo tático estão levando adiante projetos que visam a ocupação dos espaços urbanos. O Proprietário doou o terreno com o intuito de valorizar a comunidade. A intenção é intervir em espaços vazios dos bairros, que não são utilizados, transformando em novo local de utilização pública e lazer para a comunidade.
Análise Critica


É muito raro ouvir falar de casos como esse, pois o bem comum da comunidade costuma ser considerado dever do governo pela maioria. A ação do proprietário do terreno provavelmente gerou uma grande visibilidade para sua empresa, além de atrair turistas para o local. Portanto as vantagens do que foi feito são inúmeras, e com consequências bastante positivas, poderia ser uma ação contagiante aos demais, todos somos responsáveis pelo mundo que vivemos.
Fonte 2: Favela Nova Jaguaré - Setor 3 / Boldarini Arquitetura e Urbanismo
Resumo:
A nova favela do Jaraguá é uma das ocupações irregulares mais antigas de São Paulo, foi construída em 1960 sobre terreno destinado à implantação de áreas verdes. Já foi alvo de várias intervenções oriundas do poder público, resultando em uma área de infraestrutura precária e com riscos de deslizamentos. Essa proposta de intervenção tem o intuito de conjugar os padrões de urbanização com condições mínimas de moradia.
Análise Crítica
São muitos os locais onde são feitas construções irregulares e de risco declarado, não só as chamadas favelas mas há também construções em áreas de preservação ambiental. Há  projetos de planejamento das ações de urbanização que funcionam como ação pontual para qualificar o espaço urbano ambiental para uma comunidade, os quais deveriam ser considerados em todos os lugares que tem condições de passar por transformações em sua área para ter melhores condições de moradia e infraestrutura. Um projeto grande que deve ter como prioridade demolir as edificações em situação de risco e usar a própria topografia a favor para a construção, inserir condições apropriadas para a população, estudar bem o local e suas restrições,e não excluir a população, sempre procurando inseri-los em todos os aspectos, trazendo áreas de lazer e áreas em comum, além de não esquecer dos entorno fazendo acessos secundários para a conexão com ruas e vielas.

Um projeto de grande importância que deveria chamar atenção e ser realizado em mais locais de pouca infraestrutura e construído em áreas de risco ou preservação, pois, geralmente as favelas ou construções em áreas proibidas são abrigadas por pessoas com qualidade de vida inferior e sem condições de ter uma moradia digna que é por direito dele. 


Semana 3
Tema: Urbanização

Fonte 1: Urbanização acelerada provoca impactos ambientais em Caruaru
Resumo:
A ONU determina que no território urbano para cada habitante exista uma área verde de 12m², porém no Brasil essa não é uma realidade. Na cidade no Caruaru no Agreste de Pernambuco a situação é um pouco mais crítica, a cidade vem sendo marcada pela verticalização acelerada e a falta de preservação das áreas verdes e de várias espécies na fauna que antes ocupavam a região e hoje tiveram que se adaptar ao que o homem chama de “evolução”.

Análise crítica:
A verticalização pode ser tornar um grande problema em várias cidades brasileiras, principalmente onde há um crescimento acelerado e sem planejamento adequado. Muitas cidades sofrem com a falta de áreas verdes, o crescimento imobiliário trás inúmeras consequências, como o desmatamento e a falta de preocupação com a flora e a fauna. Algumas cidades têm projetos de restauração dessas áreas porem nunca são colocados em prática. Para que haja um bom funcionamento do setor de crescimento das cidades é preciso um planejamento, com espaços para árvores presentes no ambiente urbano e uma conscientização maior da população das questões urbanas e ambientais. As cidades devem ter suas áreas de respiro, parques e as habitações com qualidade e infraestrutura. Mas não há uma mesma fórmula para todas. E é por isso que é importante que países e cidades desenvolvam políticas urbanas que reflitam suas próprias circunstâncias e aspirações.


Fonte 2: Cidades para que (quem)?
Resumo:
Alunos do 9° ano do Fundamental II foram convidados a observar a arquitetura e o desenho urbano que deram poder à cidade até meados do século passado e que hoje são espaços contraditórios. Os alunos visitaram espaços e conferiram atores que transformam espaços urbanos em um centro de contradições explícitas, para entender um pouco mais sobre o conceito de urbanização.
Análise crítica:

Para entender o conceito de urbanização e suas diferentes paisagens, transformações e mutações é preciso entender o processo de inerentes e à lógica do sistema capitalista. A cidade passa por profundas mudanças o tempo todo, antes o centro da cidade era um espaço com a maior renda, local nobre onde situava os setores administrativos das empresas e setores financeiros, comercio, órgãos públicos e as moradias de maior porte. Porém a medida que a cidade foi crescendo surgiram centros secundários provocando a pulverização do centro velho e a valorização de novas áreas. As pessoas procuraram refúgios em áreas mais nobres como em condomínios fechados, foram surgindo os shoppings com uma maior segurança, áreas de preservação e de risco foram invadidas com moradias irregulares que são chamados de favelas. A cidade está em constante mudança e isso desempenha um importante papel na vida de todos os cidadãos que precisam se adequar a cada mudança e aos novos modelos de vida impostos pela urbanização. 

Semana 4
Tema: Uso e Ocupação do Solo

Fonte 1:Lei de Zoneamento prevê aumento de 35% das áreas de preservação de SP
Resumo:
O projeto da lei de zoneamento da cidade de são Paulo prevê o aumento de 35% das áreas de preservação da capital. Vários fragmentos das florestas podem ser preservados porem não consta na lei de preservação. “Acabar com as áreas é acabar com os parques urbanos..”, afirma a Malu Ribeiro, coordenadora da SOS Mata Atlântica. Na cidade de São Paulo as maiores áreas verdes ficam nos extremos às áreas populosas e dessa forma essas áreas se tornam um oásis no meio da selva de pedra. Para acabar com esse problema a prefeitura informou que as áreas com vegetação significativa foram marcadas como áreas de preservação e proteção, e a administração municipal esta realizando audiências publicas para a revisão da Lei de zoneamento.
Análise critica:


As cidades precisam de áreas verdes, pois promovem vários benefícios como; parques e praças abertos que seria uma área de lazer para a população, refletem na qualidade de vida da população, promovem redução da poluição devido aos processos de oxigenação, neutralizando seus efeitos na população, diminuição da poluição sonora, reduzindo ruídos das grandes cidades, interferem nas temperaturas externas, absorvendo parte dos raios solares, reduzem a velocidade dos ventos, provocam sombreamento, abrigo à fauna existente, influenciam no balanço hídrico, indicam valorização visual e ornamental do espaço urbano. Desta forma as áreas verdes ficam inclusas na “selva de pedra”. Em 2015 foi criando a Quota Ambiental, prevista na nova Lei do Zoneamento que adota parâmetros relacionados à drenagem, microclima e biodiversidade, com intuito de promover melhoria da drenagem e redução das ilhas de calor com atenção à biodiversidade. Com a Quota Ambiental o país ganha força para preservar cada vez mais as áreas verdes. Para a conservação da cidade é de suma importância a participação popular nas audiências públicas, pois é uma questão que envolve a todos.
Fonte 2:Oitenta empreendimentos esperam nova Louos
Resumo:
Em Salvador, vários empreendimentos residenciais, comerciais e hotelarias aguardam uma definição do Tribunal de justiça da Bahia sobre as revisões da Lei de Ordenamentos do Uso (Louos) e ocupação do Solo e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador. Essas mudanças receberam bastante criticas principalmente pelo fato de estarem esperando uma maior flexibilidade e aconteceu o oposto.
Análise crítica:

Mudanças nas leis e no plano diretor são sempre de ampla discussão pois implica em várias situações do dia a dia da população. As mudanças implicavam diretamente em comércios, moradia, lazer e muitas vezes, a não flexibilidade da lei implica em menos investimentos na área da construção, porém é preciso pensar nos impactos que essas construções gerariam para a população, por isso é de extrema importância que a população participe das audiências públicas realizadas para mudanças na lei. Os profissionais urbanistas são treinados para conhecer algumas das necessidades básicas das populações e das cidades em geral. No entanto, essa pretensão de generalização é construída a partir de estudos pontuais, feitos em locais, culturas e realidades específicas. Só é possível se aprofundar nos valores, desejos e prioridades de uma comunidade quando a ouvimos. É preciso que a população participe ativamente, para que tenha solução para as demandas sociais e para o conhecimento proporcionado sobre os valores e prioridades das comunidades e da sociedade em geral.


Semana 5
Tema: Habitação de Interesse Social

Fonte 1: HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: POLÍTICA OU MERCADO?
Resumo:
O artigo em questão busca abordar o decorrer da política habitacional brasileira desde a extinção do Banco Nacional de Habitação (BNH), assim como a instituição de outros programas habitacionais e a consolidação do Programa Minha Casa Minha Vida, levantando algumas questões sobre as pretensões do PMCMV 2, observando o reflexo do PMCMV no contexto urbano político-econômico.
Análise Crítica:

O Programa Minha Casa Minha Vida teve o intuito primordial de estimular o crescimento econômico e a produção efetiva da habitação para camadas de menor poder aquisitivo. Entretanto observou-se certa periferização, provocada pelo desenho dado ao programa dos grandes conjuntos habitacionais. Esta política habitacional leva a uma conclusão duvidosa de que para corrigir os efeitos negativos seria necessário escolher entre a qualidade e a quantidade de habitações, fato não consumado, visto que experiências internacionais podem comprovar com uma diversidade de soluções para atender às necessidades de diferentes famílias.
Fonte 2:Concurso Internacional de Estudantes – Sustentabilidade e Habitação de Interesse Social – CHIS2014
Resumo:
Trata-se de um concurso destinado a estudantes de graduação em Arquitetura e Urbanismo do mundo inteiro, o qual propôs intervenções arquitetônicas, urbanísticas e paisagísticas, visando que fosse criado um conjunto habitacional de qualificação de um quarteirão no bairro Azenha, em Porto Alegre (RS). O concurso foi realizado em competência ao 3º Congresso Internacional de Sustentabilidade e Habitação de Interesse Social (CHIS 2014). A publicação é composta por projetos disponibilizados por alguns autores.


Análise Crítica:


Considerando que o intuito maior em construções de Habitações de Interesse social é promover um melhor aproveitamento do solo e uma boa adequação de espaços públicos planejando inclusive áreas para futuros empreendimentos. Os projetos disponibilizados em alguns casos apresentam potencial para o fim proposto, entretanto outros apresentaram problemas como o déficit na oferta de  habitação popular, devido à uma defasagem na ocupação do solo, uma reflexão que pode e deve ser considerada no ato projetual, almejando exercer o papel prático do projeto urbano na construção de uma cidade justa, democrática e sustentável.


Semana 6
Tema: A Questão Habitacional

Fonte 1:BNH: outras perspectivas
Resumo:
O artigo selecionado tem o intuito de resgatar a história do BNH (Banco Nacional de Habitação), com um novo olhar, visando investigar as políticas adotadas e refletir sobre os atos tão criticados, avaliando assim sua veracidade. Isso acabaria possibilitando conclusões que sirvam de parâmetro para avaliar políticas habitacionais, o que geraria uma reflexão sobre a política habitacional Brasileira em vigor.

Análise Crítica:


Após a extinção do BNH, suas atribuições foram divididas para outros órgãos, os quais também são responsáveis pela elaboração das políticas. Devido ao fato de ser atrelados ao regime militar provocou uma série de críticas. A Caixa Econômica Federal assumiu muitas das funções do BNH, apesar disso a política habitacional brasileira ficou com um vazio. As maiores críticas enfrentadas então na questão de não atenderem a população de menor poder aquisitivo, visto que mesmo passando as atribuições para a CAIXA isso não se rompeu, pelo contrário, a situação se tornou crescente. Comprovando que há veracidade nas atitudes tão criticadas do BNH, as quais não foram solucionadas após extinção e divisão das funções, penso que deveriam ter levado em consideração uma reformulação do programa. Focar na solução função que vem sendo efetuada de forma incoerente seria um serviço provavelmente mais barato e com melhores resultados. Resta saber se foi apenas uma tentativa de solução equivocada ou um erro maior com a população.
Fonte 2:Projeto Assentamentos Sustentáveis na Amazônia
Resumo:
Um Projeto de Assentamentos Sustentáveis na Amazônia, com o intuito de beneficiar 2.730 famílias, localizados na região oeste do Pará, nos territórios da Transamazônica, Baixo Amazonas e Br-163. Faz parte direta do projeto 3 assentamentos de reforma agrária com tamanhos e configurações distintas.
Análise Crítica:

Os programas envolvidos no Projeto dos Assentamentos Sustentáveis na Amazônia (PAS, PSA e IPAM) têm beneficiado algumas famílias com assistências técnicas e extensão rural. Fica um questionamento de se seriam essas iniciativas realmente providenciais para a situação em que esses agricultores vivem, considerando ainda que são poucos os beneficiados, creio que poderia ter sido feita uma proposta menos específica, tendo em vista que poderia ser mais abrangente. Um exemplo de feito que pode gerar um ganho maior para os agricultores seria o reconhecimento das associações de produtores rurais como instituição por parte do governo, o que pode promover melhorias para os assentamentos.


Semana 7
Tema: Política Habitacional

Fonte 1:Planejamento habitacional e políticas públicas
Resumo:
O professor do Departamento de Geografia da PUC-RJ e da UERJ Álvaro Ferreira expressa sua opinião sobre a falta de políticas públicas habitacionais no Brasil, desde a época da ditadura até os dias atuais. (Jornal Futura - 11/08/2014)
Análise crítica:
Para pensar no setor de planejamento habitacional do Brasil é preciso voltar muito antes na história durante a abolição da escravatura momento em que apesar de livres, os escravos não detinham uma condição digna de vida; salário, moradia. No Brasil nunca houve uma proposta séria de planejamentos habitacional apenas um grande crescimento descontrolado por volta da década de 70, a ditadura fez com que as pessoas evitassem essa discussão. Nessa época havia dois objetivos: investimento grande no crescimento de empresas, que foi de fato o que ocorreu, e atender à demanda habitacional da população de baixa renda. O resultado foi um grande destaque para a indústria da construção, porém a habitação para população de baixa renda não foi atendida, a população cresceu e junto a formação das favelas. Foi um período comprometedor para a política de habitação brasileira que até hoje não conseguiu modificar esse problema. O crescimento da população se expandiu por todos os lados, encostas, loteamentos ilegais, áreas de risco, áreas de preservação, os empregos estão longe, as escolas, os hospitais e o acesso a serviços é limitado. Não houve uma política urbana séria e se hoje existe um déficit isso se deve a um processo histórico de descaso e falta de planejamento.

O resultado desse processo é que, atualmente cerca de 82% da população brasileira é urbana. As políticas habitacionais se preocupam em solucionar esse alarmante, problema relativamente recente, que tem sido implementado na Constituição Federal de 1988, e regulamentado pelo Estatuto da Cidade (2001), a qual regula o uso da propriedade urbana em prol do interesse coletivo e do equilíbrio ambiental, sendo um instrumento inovador na política habitacional e importante ferramenta de regularização fundiária. É necessário ressaltar que; segundo o art. 21, inc. XX da Constituição Federal compete à União instituir diretrizes para a habitação, e, segundo o art. 23, é competência comum da União, Estados e Municípios a “promoção e implementação de programas para construções de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (inc. IX) bem como determina o “combate às causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos” (inc. X). Portanto, todos os programas habitacionais passam a ser desenvolvidos pelos entes federados em conjunto, ou pela adesão a um programa nacional, é de suma importância que a questão da habitação social vire prioridade dos entes federais buscando a melhoria e uma política de habitação social com planejamento e qualidade.  

Fonte 2:Politica de Habitação
Resumo:
Quando se pensa no que o Brasil precisa a primeira coisa que as pessoas pensam é saúde, educação, segurança e emprego. Porém é preciso voltar no tempo e pensar no que o homem realmente precisava; a necessidade de um lugar para morar.
Análise crítica:

A questão da habitação é um caso pouco discutido e sem uma maior relevância quando se pensa no que o país precisa, e na verdade é o tipo de questão que deveria ser uma política de Estado, uma necessidade básica. A moradia adequada foi reconhecida como direito humano em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tornando-se um direito universal, aceito e aplicável em todas as partes do mundo. Porém sabemos que esse direito tão fundamental para a vida das pessoas nem sempre é aplicado como deveria. As pessoas precisam ter onde morar, uma política de habitação e de interesse social causa impactos positivos além de envolver tudo a sua volta, gera renda para o setor da construção promovendo empregos, segurança com o convívio selecionado, hospitais, qualidade de meio ambiente que está ligado a infraestrutura saneada com água corrente, esgoto e coleta de lixo. O direito à moradia integra o direito a um padrão de vida adequado, não se resume apenas a um teto e quatro paredes, mas ao direito de ter um lar e uma comunidade seguros para viver com dignidade. No Brasil já foram feitas mais de 5 milhões de habitações sociais, com o esforço integrado dos 3 níveis de governo. Portanto é preciso que tenha continuidade para que seja tratada como realmente é: uma necessidade básica, um direito humano que esteja no alcance de todos.



Semana 8
Tema: Questão Metropolitana no Brasil

Fonte 1:Pronunciamento do Deputado Ivo José
Resumo:
Trata-se de um Pronunciamento de Ivo José, realizado em 1997 na Câmara dos Deputados em Brasília, destinado ao Presidente e Deputados, explicitando de forma detalhada as razões pelas quais o Vale do Aço deveria ser reconhecido como Região Metropolitana, e os possíveis ganhos previstos devido a este feito.
Análise Crítica:

Um ponto forte do pronunciamento de Ivo José, autor da lei que criou a Região Metropolitana do Vale do Aço, está no desejo de implantar uma Universidade Pública no Vale do Aço. A pouco menos de 10 anos este desejo foi colocado como alvo com o intuito de consolidar nossa região. A existência de um suporte para tal instituição foi justificada de todas as formas, comprovando uma possibilidade de avanço no desenvolvimento socioeconômico do Vale do Aço. Infelizmente, a não execução desta proposta deve-se à falta de interesse da maioria.

Fonte 2:Mobilidade urbana: uma questão metropolitana
Resumo: Juciano Martins Rodrigues, Doutor em urbanismo e pesquisador do INCT, trata os problemas de mobilidade urbana, como o uso e ocupação do espaço público, como uma questão metropolitana. São diversos os problemas decorrentes da crescente precariedade das condições de deslocamento nas cidades. Análise Crítica: O número de veículos em circulação cresce em proporção fatorial a cada ano, esse problema que já pode ser chamado de “crise da mobilidade” afeta grande parte da população, levando ainda em consideração que os problemas são diversos, desde o aumento da poluição, até o número de acidentes, que cresce proporcionalmente. Esse cenário remete a um novo problema, que é planejar e financiar infraestruturas, e é nesse ponto que a mobilidade torna-se um problema metropolitano. Em regiões metropolitanas, a migração pendular é muito frequente, e requer devida mobilidade para os ultilizadores das vias diariamente.



Tanny / Rafaela



Tema 1: Planejamento Urbano

A Desfavelização do estado do Rio

Link  http://oglobo.globo.com/in/a-desfavelizacao-do-estado-do-rio-4236866

Resumo
A matéria abordada fala sobre sobre o Rio de Janeiro e a tentativa de desfavelização. Sobre a sensação de que é mais fácil alcançar sucesso por vias alternativas. Que com isso cresce o a criminalidade e a parcela de excluídos, uma vez que o interesse coletivo cada vez importa menos nas decisões em políticas públicas. quando se trata em violência urbana, a correlação se dá com áreas favelizadas. Eles buscam uma estratégia contra isso.


Zona norte de Natal em busca da mobilidade perdida

Link  http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.187/5918

Resumo
O contexto fala sobre a cidade Natal no Rio Grande  Do Norte , suas divisões e seu crescimento, a precarização de acessibilidade em alguns bairros e o baixo investimento em obras de mobilidades.


Tema 2: Organização social das cidades

Oque significa terceiro setor


Link :https://www.youtube.com/watch?v=hVjqdJ-BlGs&list=PLaFN8LuiaevuVt4jpKzJcMvWzDtfU2p6h

Resumo
O vídeo mostra que a maioria das pessoas não sabem oque é o terceiro setor, e uma universitária explica tudo sobre, e sobre o terceiro setor no Brasil, sobre organizações não governamentais e voluntariado, sobre a criação de  um projeto voluntariado em Varginha. Fala também sobre perspectivas criticas sobre o terceiro setor, e sobre o Brasil dentro desse terceiro setor e uma análise sobre, e ressalta que não pode ser um  substituto do estado mas um complemento dele.


ONGS Organizações não governamentais


Link: http://www.infoescola.com/geografia/ongs-organizacoes-nao-governamentais/


Resumo:
 A matéria fala sobre Organizações não governamentais sem fins lucrativos , particulares ou públicas encontradas no terceiro setor  comenta também sobre  organizações da sociedade civil ser uma forma de suprimir as falhas do governo com relação à assistência e resolução dos problemas sociais, ambientais e até mesmo econômicos. Explica um pouco como surgiu  a força das Ongs logo após o fim da ditadura no Brasil, e cita e comenta sobre algumas fundações, associações, institutos.

Tema3: Urbanização


Urbanização difusa e constituições de megarregiões: SP e RJ

Link: http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=1379%3Aurbaniza%C3%A7%C3%A3o-difusa-e-a-constitui%C3%A7%C3%A3o-de-megarregi%C3%B5es-s%C3%A3o-paulo-rio-de-janeiro&Itemid=165

Resumo:  A revista aponta um tema sobre a urbanização, migramento e zoneamento das cidades, frisando São Paulo e Rio De Janeiro. Fala também a importância da economia petrolífera nesses dois lugares que fará reforçar mais ainda a urbanização, nas palavras de Sandra Lencioni que é professora do departamento de geografia, esse assunto engloba toda uma discussão durante o artigo da revista. Fala sobre mudanças na urbanização contemporânea, aglomeração concentrada  , a nova fase da urbanização entre outras.


A crise da urbanização planetária

Link: http://www.observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=1084%3Aa-crise-da-urbaniza%C3%A7%C3%A3o-planet%C3%A1ria-%7C-david-harvey&Itemid=180

Resumo: A reportagem conta sobre as dificuldades da população urbana por causa do custo de vida elevado, manifestações ocorridas por causa do custo de tarifas de transporte, entre outras. O foco principal da reportagem é sobre a crise mundial, crise no Brasil por causa dos aumentos de custo na população urbana.


Tema4: Ocupação irregular do solo

 Governo trabalha integrado para coibir ocupação irregular do solo

Link:http://www.agricultura.df.gov.br/noticias/item/3383-governo-trabalha-integrado-para-coibir-ocupa%C3%A7%C3%A3o-irregular-do-solo.html


Resumo:  Notícia publicada em 23 de Maio de 2016, trás como tema a ocupação irregular do solo, onde o trabalho integrado dos órgãos de governo e as denúncias pelo 197 da polícia civil tem resultado no aumento de prisões de pessoas envolvidas com o parcelamento irregular do solo no território do Distrito Federal.

Projeto atende 10 mil moradores em áreas de risco


Link: http://issuu.com/associacaocohabs/docs/revista_abc-cohab_ed6_v036?e=1


Resumo:O Artigo trata inicialmente do agravamento dos impactos sócio-ambientais decorrentes de ocupações irregulares em áreas de interesse ambiental na cidade de uma forma abrangente e em seguida, a análise se direciona para a realidade da cidade de Goiânia.


Tema 5: Cidade Jardim


Conceito de cidades jardins, uma adaptação para cidades sustentáveis


Link: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.042/637

Resumo: O artigo fala sobre os conceitos da cidade jardim, seu surgimento depois do período pós industrial como uma forma de proposta para melhoria das cidades. O texto é sobre uma análise geral sobre cidades jardins no começo e futuramente.


Águas de São Pedro, a primeira cidade jardim brasileira


Link:http://unuhospedagem.com.br/revista/rbeur/index.php/shcu/article/viewFile/952/927


Resumo: Essa revista fala sobre  a construção da cidade jardim de águas de São Pedro, fala sobre seu surgimento, planejamento da cidade , organização , atração para os turistas por causa das águas quentes.




Tema6:  Questão habitacional


 


 Os multirões auto digeridos

Link: http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed303/politica4.htm


Resumo: O artigo escrito por Pedro Arantes fala dos multirões auto digeridos, como se deu o seu surgimento , as diferenças entre assentamento e multiroes e as novas experiências e avanços ao longo dos anos além de fazer uma comparação aos movimentos do MST


Pesquisa do campo de projeto ocupação social será feito no bairro zumbi, em Cachoeiro


Link:http://www.aquinoticias.com/cachoeiro-de-itapemirim/2016/02/pesquisa-de-campo-do-projeto-ocupacao-social-sera-feito-no-bairro-zumbi-em-cachoeiro/2089212/


Resumo: Obra Arquitetônica, estudo do Conjunto Habitacional da Várzea do Carmo, de autoria do Arquiteto Attilio Correia Lima, desenvolvido em 1942, em São Paulo, aponta o projeto como um caso exemplar de como os ideais do movimento moderno foram apropriadas no contexto brasileiro. O estudo localiza o período de sua formação o período Vargas que marca o surgimento da Habitação Social no Brasil, onde surgiram os IAPs e o Fundo da Casa Popular.




Tema7: Políticas habitacionais


Desafios da habitação, a realidade da moradia do Brasil


Link : http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_k2&view=item&id=370%3Adesafios-da-habita%C3%A7%C3%A3o-a-realidade-da-moradia-no-brasil&Itemid=165&lang=pt

Resumo:

O texto promove um debate sobre os principais desafios para a gestão dos grandes centros urbanos, e desde a extinção do BNH a habitação social permanece relegada enquanto os problemas sociais se agravam. Os problemas habitacionais não se resolvem apenas com financiamento ou subsídios (embora sejam fundamentais), existem outros problemas. A esses casos o estatuto da cidade reitera e detalha os princípios constitucionais e cria instrumentos que permitem os governos locais atuar nessa questão, porem poucas administrações tem atuado nesse campo.


 Ánalise da popularização da casa própria do Brasil


Link
http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fconfiguracoes.revues.org%2F1487&h=7AQHnwcNp Resumo:  O texto argumenta sobre a promoção da política de habitação no Brasil durante seus dois períodos de maior investimento financeiro e institucional. Em todos os períodos houve forte intervenção do Estado em varias etapas e em outras o papel determinante esta no setor privado. O texto traz aspectos interessantes na analise sobre o papel do estado com relação ao bem-estar social, a parceria entre o publico e o privado e as conseqüências que a casa própria traz para a arquitetura urbana e crescimento econômico no Brasil.


Tema 8: Questão Metropolitana no Brasil.


como integrar a região metropolitana do jeito certo

 Link : http://vozerio.org.br/Como-integrar-a-regiao

Resumo:
a reportagem mostra a retomada do planejamento pelo governo do estado do rio, e defende maior participação da sociedade civil nas ovas instituições e criticam alguns modelos.

mobilidade urbana: uma questão metropolitana

Linkhttp://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,mobilidade-urbana-uma-questao-metropolitana-imp-,934102 

Resumo:
artigo fala sobre a mobilidade urbana que vem ganhando espaço cada vez mais nos debates públicos, devido a grande urbanização das cidades e a importância de pensar de maneira a resolver tais problemas.

Tema 9: Questões Metropolitanas no Vale do Aço.


Gestão metropolitana do vale do aço é elogiada por prefeitos do Paraná

Link: http://www.urbano.mg.gov.br/index.php/projeto-poco/page/224-gestao-metropolitana-do-vale-do-aco-e-elogiada-por-prefeitos-do-parana Resumo: Notícia publicada em 24 de Setembro de 2015 no site urbano. mg.org. br fala sobre a vinda dos gestores Paranaenses ao Vale do Aço, com o objetivo de conhecer o arranjo institucional metropolitano da região e a forma como os municípios se articulam para promover o desenvolvimento regional. A gestão metropolitana do vale do aço foi elogiada por prefeitos do Paraná que destacaram a importância desta troca de experiências.


Gestão Metropolitana realiza II Conferência Metropolitana do Vale do Aço

link:http://folhadocomercio.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2369%3Agestao-metropolitana-realiza-ii-conferencia-metropolitana-do-vale-do-aco&catid=99%3Aipatinga&Itemid=479

Resumo: A reportagem aborda a eleição ocorrida na conferência metropolitana no vale do aço que ocorreu no teatro Zélia Olguin ,e também fala um pouco mais sobre o conselho deliberativo, sua composição , as decisões tomadas por esse conselho e importância dele para as regiões. Na reportagem também fala um pouco mais das prioridades de obras  para a região do Vale do aço e Minas Gerais, suas respectivas datas de ínicio, e a grande  importância do começo dessas decisões que estavam atrasadas.